Muito mais que apenas um rostinho bonito, o Dr. Anton Phibes foi o badass muthafucka mais estaile do pedaço no início dos anos 70. Enquanto os heróis dos faroestes e dos filmes de kung fu se vingavam na base do tirambaço ou da porrada, Dr. Phibes era mais sutil, elegante até, inspirando-se na G’tach, as dez pragas que assolaram o Egito, no livro do Êxodo. Lembram? Gafanhotos, ratos, rãs, morte do primogênito, etc.
A mulher de Phibes, Victoria, morre durante um procedimento cirúrgico na Inglaterra. Phibes, um famoso organista, que nesse momento se encontra em turnê na Suiça, sofre um terrível acidente de carro ao tentar retornar ao seu país, e é dado como morto. Entretanto, mesmo com o rosto desfigurado e as cordas vocais destruídas, nosso herói sobrevive, e decide buscar vingança contra os nove membros da equipe médica que operaram Victoria. Essa é a base do roteiro de O Abominável Dr. Phibes: “nove a mataram, nove morrerão”.
Nove vítimas, dez pragas? Bom, Phibes era organista e teólogo, não matemático. Mesmo assim, não tentem bulir com o cabra, porque ele é safo: enquanto os outros tão indo com a mandioca ele já tá voltando com a farinha.
Mais um produto com a chancela da AIP, o estúdio do senhor Sam Arkoff, responsável por alguns dos filmes mais legais (e baratos) dos anos 60 e 70. O sucesso foi tanto que garantiu uma continuação, A Câmara de Horrores do Dr. Phibes. Cenários art deco pra lá de bagaceiros, seqüências sem nenhum sentido e uma inesquecível interpretação over the top do protagonista… Assim é O Abominável Dr. Phibes.
Mas se vocês ainda não estão convencidos, aí vão algumas razões para se assistir a esse clássico camp: Ler mais »
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